À Escala :: A Matter of Scale

Um bolo grande para nós, um bolo pequeno para ele. À escala, pois claro!

(o bolo de iogurte e limão é um bolo bom, fácil e versátil que faço muitas vezes — ver aqui, por exemplo —; a receita vem neste livro)


A large cake for us, a small cake for him. A matter of scale, indeed!

(I make this lemon and yoghurt cake a lot because it’s easy, it tastes good and it’s quite versatile — see here, for example —; the recipe comes from this book)

(photo: © Constança Cabral)

Madalenas Mergulhadas em Chocolate :: Chocolate Dipped Madeleines

Há uns tempos demos um jantar cá em casa e lembrei-me de fazer madalenas para oferecer com o café. Usei a minha receita como base, mas fiz algumas alterações: substituí a raspa de limão por laranja e, em vez de polvilhá-las com icing sugar, resolvi mergulhá-las em chocolate preto.
O chocolate que uso para cozinhar é exactamente o mesmo que gosto de comer no dia-a-dia — com isto quero dizer que não utilizo chocolate de culinária género Pantagruel nos meus bolos e sobremesas. (Chocolates de luxo são outro assunto — hoje estou a falar do chocolate que como diariamente.) Isto não é uma questão de snobeira, mas sim de gosto: quanto melhores os ingredientes, melhor o produto final. As marcas que prefiro variam conforme o país onde estou: em Inglaterra e aqui na NZ uso Green & Black’s 70% Cocoa (o Maya Gold também é óptimo), na Bélgica adoro o Côte d’Or Fondant Puur e em Portugal compro o melhor chocolate preto que houver nas prateleiras do supermercado (imagino que já haja mais variedade do que há 3 ou 4 anos por isso não vou indicar marcas).
Agora, nem toda a gente gosta de chocolate preto. É intenso e ligeiramente amargo, sim. E não é muito doce. Daí a reacção do Rodrigo às madalenas: entusiasmo inicial, surpresa quando deu a primeira dentada e decepção no final. Mas nós adultos adorámos!
Some weeks ago we gave a dinner party and I decided to bake madeleines to offer along with coffee. I used my basic recipe but made a few alterations: I substituted grated lemon rind for orange and instead of dusting them with icing sugar, I dipped them in dark chocolate.

The chocolate I use in the kitchen is exactly the same one I eat — by this I mean that I don’t buy cooking chocolate. (Luxury chocolate is a whole different ball game — today I’m talking about everyday chocolate.) This isn’t a question of snobbery, it’s simply a matter of taste: the better the ingredients, the better the outcome. The brands of chocolate I prefer depend on the country I’m in: in England and here in NZ I use Green & Black’s 70% Cocoa (Maya Gold is also great), in Belgium I love Côte d’Or Fondant Puur and in Portugal I buy the best I can find on the supermarket shelf. 

Now, not everybody likes dark chocolate. It’s intense and a bit bitter. It’s not too sweet. Hence Rodrigo’s reaction when he tasted the madeleines: he was excited at first, a bit surprised after the first bite and disappointed in the end. But us adults loved them!

(photos: © Constança Cabral)

Bolachas com Pepitas de Chocolate :: Chocolate Chip Cookies

Há receitas que faço dúzias de vezes e que saem sempre bem. Já tinha falado aqui nestas bolachas com pepitas de chocolate mas volto a dar o link da receita. Experimentem-nas e nunca mais conseguirão comer as compradas no supermercado!
PS. O Rodrigo não está sempre a comer doces, apesar de parecer… aliás, mal viu a taça de porridge (o lanche habitual) começou aos gritos e não quis saber mais das bolachas! O casaco foi feito pela minha mãe segundo um modelo deste livro.

There are those recipes I keep using over and over again because they always work. I’ve already told you about these chocolate chip cookies but here’s the link again. Give them a try and never again will you be able to eat the ones from the supermarket!

PS. I realise it may look as though Rodrigo is constantly eating sweets but I assure you that’s not the case… in fact, as soon as he saw his porridge bowl he started screaming for it and didn’t care about the biscuits anymore! The cardigan was knitted by my mother using a pattern from this book.

(photos: © Constança Cabral)

Bolo de Natas :: (Not Your Average) Cream Cake

[scroll down for English]

Este é o bolo da minha infância. O bolo que havia sempre em casa da minha avó, o bolo que a minha mãe fazia tantas vezes, o primeiro bolo que fiz sozinha (lembro-me bem dessa manhã de sábado… por minha alta recreação resolvi envolver a farinha com as mãos — em vez de usar uma colher de pau ou vara de arames — para que ficasse sem grumos… resultou, mas não voltei a fazê-lo!).

O nome “bolo de natas” não é especialmente apelativo, eu sei… uma pessoa imagina logo um bolo carregado de chantilly e não este bolo simples, perfeito para um lanche (é excelente acompanhado de leite com chocolate), tão despretensiosamente delicioso. É fácil e rápido de fazer — aqui fica a receita da minha avó:

Bolo de Natas

200 ml de natas
250g de açúcar
3 ovos inteiros
raspa de 1 limão
150 g de farinha peneirada
1 pitada de fermento para bolos

Aquecer o forno a 180ºC.
Untar e enfarinhar uma forma (nós gostamos daquelas rectangulares de bolo inglês).
Bater as natas com o açúcar e a raspa de limão.
Juntar os ovos inteiros, um a um, e ir batendo.
Juntar a farinha com o fermento aos poucos e envolver (não bater muito).
Deitar na forma.
Pôr no forno e deixar cozer cerca de meia-hora (como todos os fornos são diferentes, é importante ir vigiando a cozedura — não deixar cozer demasiado, sob pena de o bolo ficar sequíssimo).
Esperar 10 minutos e desenformar.
Polvilhar com açúcar (parece desnecessário mas a sério que fica melhor).

PS. O Rodrigo provou e gostou. A camisola foi tricotada pela minha mãe segundo este modelo.

This is the cake of my childhood. Seriously, I was brought up on this “cream cake”. There was always one at my granny’s, my mother baked it often and it was the first cake I ever made on my own (I remember that Saturday morning… I reckoned it would be better to fold in the flour using my hands instead of a wooden spoon or a wisk. It worked fine but I’ve never done it again).
 

I realise the name “cream cake” can be deceptive. This is not a cake covered in cream, it’s a cake where cream is used instead of butter or oil or buttermilk or… well, you get the picture. It’s such a simple, quick, unpretentious, delicious cake: it’s especially good for afternoon tea paired with a glass of cold chocolate milk (or a cup of hot chocolate in winter). Here’s my granny’s recipe:
 

(Not Your Average) Cream Cake
 
200 ml single cream
250g caster sugar
zest of 1 lemon
3 eggs
150g plain flour
1 teaspoon baking powder
 

Pre-heat the oven to 180ºC.
Grease and flour a rectangular cake tin.
Beat the cream with the sugar and the lemon zest.
Add in the eggs, one at the time, beating them until they’re fully incorporated into the batter.
Fold in the flour (with the baking powder mixed in) but be careful not to overmix.
Pour the batter into the tin and place it in the oven.
Bake for approx. half an hour (all ovens tend to be different so this is just an indication — start testing as soon as the kitchen smells like cake). Do not overbake or it will be too dry.
Take it out of the oven and wait 10 minutes before removing the cake from the tin.
Dust with caster sugar (this may seem unnecessary but it does improve the cake).
 

PS. Rodrigo fully approved it. His jersey was hand-knit by my mother using this pattern.
 
(photos: ©Constança Cabral)

O Bolo :: The Cake

Quem me segue no Instagram sabe que fazer o bolo de anos do Rodrigo não foi pêra doce. O contentor com as nossas coisas ainda não chegou, o que significa que, de momento, os nossos utensíliosde cozinha são parcos. Comprei uns pratos e uns copos numas lojas de caridade (hei-de mostrá-los aqui), umas taças de esmalte muito giras mas com alguma ferrugem e uma ou outra coisa no supermercado. 
Bem, na altura de fazer o bolo percebi que não tinha nada. Nem os básicos de despensa (açúcar, farinha, fermento), nem batedeira eléctrica, nem forma de bolo, e as tais taças de esmalte não passariam numa inspecção da ASAE. Mas mesmo assim tentei fazer um pão-de-ló à mão — e ficou óptimo!
A receita é esta e não poderia ser mais simples. E sabe mesmo mesmo mesmo a pão-de-ló… vale a pena experimentá-la!
(nota: as pessoas mais velhas que lêem este blog acharão que sou uma exagerada com esta história de ter de bater a massa de um bolo com uma colher de pau e claras em castelo com uma vara de arames… mas a verdade é que nunca tinha feito um bolo assim e dá trabalho!)
Those of you who follow me on Instagram may know by now that making Rodrigo’s birthday cake wasn’t an easy task. Our container hasn’t arrived yet, which means that our kitchen kit is extremely limited at the moment. I’ve bought some plates and glasses in op-shops, a set of charming, old enamel bowls that have got the odd bit of rust and a couple of things at the local supermarket.

Well, when it was time to bake the cake I realised that I had nothing to work with. No larder staples like sugar, flour and baking powder, no electric mixer, no cake tin, and those enamel bowls could easily be considered a health and safety hazard. Even so, I tried making a pão-de-ló (Portuguese sponge cake) by hand and it worked!

I used this recipe, which couldn’t be simpler. And it really tastes like traditional pão-de-ló… do give it a go!

(note: older people who read this blog may be thinking that I’m overreacting with this whole “cake made by hand” thing… but I had never creamed a cake using a wooden spoon before nor had I created soft peaks with just a humble hand whisk… and it’s a lot of work!)


(photos: 1- Constança Cabral; 2- Tiago Cabral)

Prato de Bolo :: Cake Stand

O post de ontem suscitou bastante curiosidade em relação ao prato de bolo verde: foi um presente de Natal que o Tiago me deu, depois me ter ouvido dizer que adoraria ter um prato em milk glass cor de jade.. Este género de pratos é bastante difícil de encontrar na Europa e o Tiago acabou por descobri-lo na RE.
Yesterday’s post brought on some questions about the green cake stand. It was a Christmas present Tiago gave me after hearing me say that I would to own love an American style milk glass cake stand. These cake stands are actually quite hard to find in Europe and Tiago manage to buy one from RE.

(photo: Tiago Cabral)

Baptizado :: Christening

O baptizado do Rodrigo foi algo extremamente pequeno e simples. Apesar de muitas pessoas importantes não terem podido estar presentes, foi uma cerimónia muito bonita que nunca esquecerei. Em relação ao lanche (a missa foi às três da tarde), não há muito para mostrar porque foi quase tudo preparado na véspera e no próprio dia e quase não houve tempo para tirar fotografias. Algumas coisas foram feitas por mim, outras vieram de Portugal e outras ainda da Bélgica. Herdei esta toalha de que tanto gosto dos meus avós, os queijos foram postos em cima de folhas de figueira (há dois anos ofereci uma figueira ao Tiago como presente de casamento) e o bolo de chocolate foi enfeitado com morangos silvestres. E para quem me pediu receitas, a da tarte de maçã está aqui e a do bolo de chocolate aparece numa das revistas da Bimby (apesar de eu o ter feito no meu querido KitchenAid).
Rodrigo’s christening was a very small and simple affair. Although a great deal of important people couldn’t be present, it was a beautiful ceremony that I shall never forget. I won’t be able to show you many details of the meal that followed the service because everything was prepared either on the eve or during that very morning, which means there wasn’t much time to take pictures. Some things were made by me, others came from Portugal or Belgium. I inherited the lovely antique tablecloth from my grandparents, the cheeses were placed on top of fig leaves (two wedding anniversaries ago I gave Tiago a fig tree) and the chocolate cake was decorated with wild strawberries. For those of you who have asked for recipes, the one for apple pie is here and the one for chocolate cake came from a Portuguese issue of Thermomix magazine (although I actually used my beloved KitchenAid mixer to make it).

(photos: Tiago Cabral)

Para a Anfitriã :: Hostess Gift

Esta semana passei uma tarde na companhia de duas mães e dois bebés amorosos. Para a dona da casa levei um ramo de flores do nosso jardim (narcisos, jacintos e muscari) e uma lata com bolachas de aveia (receita aqui).
This week I spent an afternoon with two lovely mums and their babies. To the hostess I took a bouquet of garden flowers (daffodils, hyacinths and muscari) and a tin of oatmeal cookies (recipe here).

(photo: Constança Cabral)

Açúcar Baunilhado :: Vanilla Sugar

O que fazer com as vagens de baunilha depois de usadas as sementes? É tão simples fazer açúcar baunilhado: basta pô-las dentro de um frasco com açúcar, esperar umas semanas e já está!
What to do with vanilla pods once you’ve used up the seeds? It’s so simple to make vanilla sugar: just pop the pods inside a jar filled with sugar, wait a few weeks and that’s it!

(photos: Tiago Cabral)

Winter :: Orange Chiffon Mini Cakes

No Inverno há sempre citrinos óptimos e ontem apeteceu-me imenso um bolo de laranja para o lanche. Na edição de Dezembro de de 2007 da revista Everyday Food encontrei esta receita de orange chiffon cake (que recomendo vivamente). Como não tinha uma forma suficiente grande para a enorme quantidade de massa (uma forma grande de pão-de-ló teria sido perfeita), lembrei-me de deitar o excedente em formas de cupcakes. Para a cobertura, usei metade desta receita e, como sempre, deixei de fora o extracto de baunilha (não gosto dos meus bolos a saber a Dan Cake…).
Winter is great for citrus fruits and yesterday I really felt like eating a slice of orange cake for afternoon tea. Luckily I found this great recipe for orange chiffon cake in the December 2007 issue of Everyday Food magazine — it yields an enormous amount of batter and since I didn’t have a cake tin that was big enough for it, I poured the leftovers into cupcake cases. To ice the mini cakes I used half of this recipe and, as always, left out the vanilla extract.
(photo: Constança Cabral)